Câmara recua em proposta de ‘abono natalino’ de R$ 900 aos servidores

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Plenário da Câmara: políticos de São Pedro divergem sobre 'abono natalino';
Plenário da Câmara: políticos de São Pedro divergem sobre 'abono natalino';

Vereadores de São Pedro não chegaram a um acordo, na sessão desta segunda-feira (13), para a proposta de autoria da Mesa Diretoria (PL 149/17) que previa pagar uma espécie de 14º salário aos servidores do Legislativo.

Nomeado como ‘abono natalino’ o texto permitiria o pagamento de R$ 900 para cada funcionário da Câmara de São Pedro. O valor, no entanto, gerou debate entre os parlamentares e o projeto foi retirado de votação a pedido do vereador Adilson de Jesus, o Branco (Pros).

A proposta, endossada inicialmente pela Mesa Diretora, ressalta que “tal concessão seria uma demonstração clara de reconhecimento aos serviços desempenhados pelos servidores da Câmara”. Em dezembro, os funcionários já irão receber o 13º salário normalmente.

Robinho: "Sou favorável que não tenha isso ano que vem"; (Foto: Cristiano Oliveira)
Robinho: “Sou favorável que não tenha isso ano que vem”; (Foto: Cristiano Oliveira)

Membro da Mesa Diretora, o vereador Robinho (PSL) disse que reavaliou o projeto e que não concorda com o valor.

“É óbvio que os funcionários merecem, mas fiz o uso da palavra na sessão e deixei claro que não concordava com o valor que seria pago. Criou esse costume em outras legislaturas [de pagar o abono natalino], mas acho que é necessário chegar a um consenso”, disse. Para ele, o abono natalino deve ser, no máximo, de R$ 500. “É um valor que já foi praticado em anos anteriores. Aliás, sou favorável que no próximo ano não tenha mais isso”, opinou.

Giuliano: "O valor é muito alto"; (Foto: Daniella Oliveira)
Giuliano: “O valor é muito alto”; (Foto: Daniella Oliveira)

Giuliano Antonelli (PSB) disse que é necessário reconhecer o valor do funcionário público, mas também colocou em xeque o valor do benefício.

“Está na contramão da economia do país. Ano passado este benefício foi de R$ 500, como explicarmos um aumento de quase 100%? Somos cobrados na rua pelos moradores e tenho certeza de que com R$ 500 daria para comprar uma boa cesta de Natal”, completou.

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Du: "O dinheiro não é nosso, é do povo." (Foto: Cristiano Oliveira)
Du: “O dinheiro não é nosso, é do povo.” (Foto: Cristiano Oliveira)

O vereador Du Sorocaba (PSB) seguiu a mesma linha de raciocínio.

“Não houve consulta aos vereadores, e atravessamos uma crise nacional. O dinheiro não é nosso, é do povo. Se a Câmara não usá-lo, o mais correto é devolver para o município”, argumentou o parlamentar.

 

Elias: "Precisamos entender o momento do país"; (Foto: Cristiano Oliveira)
Elias: “Precisamos entender o momento do país”; (Foto: Cristiano Oliveira)

Elias Candeias (PP) reforçou que a proposta teria sido rejeitada caso fosse votada ontem. “Por isso houve o pedido de vistas. Precisamos entender o momento econômico do país e discutir uma proposta que seja consenso.”

A reportagem do FATO POLÍTICO tentou contato com o vereador Branco, autor do pedido de vistas e membro da Mesa Diretora, mas ele não retornou as mensagens e ligações.

Projeto deve voltar à pauta

Toninho: "Fica a critério dos vereadores. É a democracia". (Foto: Cristiano Oliveira)
Toninho: “Fica a critério dos vereadores. É a democracia”. (Foto: Cristiano Oliveira)

A proposta, no entanto, deve voltar à pauta para deliberação. Os vereadores querem chegar a um acordo, com um valor mais baixo, e aprovar o abono natalino. O presidente da Câmara, Toninho da Sorveteria (PSL), confirmou a intenção de voltar a discutir a matéria.

“Mesmo porque existe um prazo. [O abono] É para o funcionário, para a família dele. Agora fica a critério dos vereadores. É a democracia, temos que ouvir a opinião de todos”, sintetizou.

O abono

A concessão do benefício aos servidores efetivos e comissionados da Câmara de São Pedro é um ato praticado há alguns anos pelos diferentes presidentes do Legislativo que ali passaram. Em 2013, o valor agregado aos salários dos trabalhadores foi de R$ 700. Em 2014, o abono natalino passou para R$ 800. Já no ano seguinte e em 2016, os vereadores aprovaram o auxílio fixado em R$ 500.

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