Ex-prefeito vai relatar denúncia de suposto superfaturamento de cestas básicas

0
Parlamentar tem 90 dias para apresentar relatório:
Parlamentar tem 90 dias para apresentar relatório: "Vamos reduzir este tempo".

O ex-prefeito e vereador de Águas de São Pedro, Marcelo Pato (PSD), foi sorteado para relatar a denúncia de um suposto superfaturamento na compra de cestas básicas para os funcionários da prefeitura. A denúncia foi apresentada pela Associação dos Moradores e Amigos de Águas de São Pedro (Amaas) e acatada na última sessão do Legislativo, nesta segunda-feira (23).

Além de Marcelo Pato, compõem a Comissão Processante (CP) os vereadores Valter da Jaws (presidente) e Edilene Alarcon (membro). Pato terá até 90 dias para apresentar seu relatório, mas afirmou que vai adiantar o processo.

“Não vamos usar este tempo todo. Já vamos pedir documentos para o setor de licitação da prefeitura, cópias de holerites de funcionários que estariam pagando menos pela cesta básica e arrolar uma série de pessoas que deverão ser ouvidas pela comissão”, disse.

A denúncia da Amaas aponta que a prefeitura contratou a empresa Nutricesta Comércio de Alimentos LTDA e paga, atualmente, R$ 162 por cesta básica. No varejo, segundo a entidade, a mesma cesta básica com os mesmos itens sairia por R$ 80,50.

Prefeitura paga R$ 162 por cesta básica. Amaas alega que ela custa R$ 80;
Prefeitura paga R$ 162 por cesta básica. Amaas alega que ela custa R$ 80;

Como compra no atacado, a prefeitura teria direito a um desconto pelas cestas básicas. A denunciante, no entanto, duvida que este valor possa cair pela metade. “Vamos averiguar tudo e produzir um relatório esclarecedor, e se tiver que apontar alguma culpa, assim o faremos”, completou Pato.

Na comissão processante, os vereadores também deverão apurar o desconto que é dado em folha de pagamento dos funcionários que optam por receberem os alimentos. “Foi verificado que o desconto da cesta na folha de pagamento não está de acordo com a Lei 1604/11”, diz parte da denúncia.

O desconto em folha varia de acordo com a remuneração do servidor. A denúncia aponta, ainda, indícios de que alguns funcionários estariam pagando menos do que deveriam pelo benefício.

A votação

A criação da Comissão Processante foi aprovada por quatro votos a um: Célio do Nascimento, Edilene Alarcon, Marcelo Pato e Valter da Jaws votaram sim. Apenas o vereador Anderson Cardoso (PR) votou contra e Vanderlei Zampieri (PRB) se ausentou da votação minutos antes por motivos de saúde.

Já Rubinho Antunes (PSDB) e Meri (PSDB) foram declarados impedidos de votar. Meri porque é funcionária pública e recebe a cesta básica, e Rubinho por ser irmão de funcionário do Executivo que participa dos processos licitatórios.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.