Em três anos, Santa Casa triplica capacidade de internação de pacientes

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Secretária Miriam Souza quer deixar serviço mais qualificado para atender pacientes;
Secretária Miriam Souza quer deixar serviço mais qualificado para atender pacientes;

Em pleno processo de reestruturação, o Hospital São Lucas – Santa Casa de São Pedro viu o número de internação triplicar nos últimos três anos. Em 2012, 465 pacientes deram entrada no hospital, ao passo que em 2015 o número saltou para 1.289 internações. Os dados são do Sistema de Informação Hospitalar (SIHD), do Ministério da Saúde.

Além do aumento da capacidade de internação, a Santa Casa também registrou um alto volume de cirurgias de pequena e média complexidade: somente em agosto foram 122. Para ter noção da evolução, o ano inteiro de 2012 computou apenas 60 cirurgias realizadas.

A secretária de Saúde de São Pedro, Miriam de Souza Silva, explica o motivo do aumento. “Conseguimos recuperar a filantropia em setembro de 2013, dez anos após o hospital ter perdido esta condição. Aderimos ao Pró-SUS que garantiu a anistia de dívidas relativas aos tributos federais e foi regularizada toda a documentação do hospital, cuja área agora pertence ao município.”

A Santa Casa é um hospital antigo, de 1904, e foram poucas as grandes reformas estruturais realizadas no prédio que tem 62 leitos e hoje atende 100% pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Atualmente há duas frentes de obras que vão garantir mudanças na infraestrutura.  A primeira vai reestruturar a maternidade que hoje já abriga mães de São Pedro, Águas de São Pedro, Santa Maria da Serra e Charqueada.

A reforma também vai mudar o ambulatório, farmácia e recepção. A outra obra em andamento é a do centro cirúrgico, que vai ganhar mais três salas.

Secretária abre as portas da Santa Casa; nova ala em construção
Secretária abre as portas da Santa Casa; nova ala em construção

As duas obras custaram aproximadamente R$ 800 mil e foram realizadas com recursos municipais, que só puderam ser destinados à Santa Casa por conta da regularização de toda documentação da unidade de saúde, como obtenção da filantropia e da CND (Certidão Negativa de Débitos). Neste mês, a prefeitura também anunciou a quitação de mais de R$ 2 milhões em dívidas trabalhistas (clique aqui para saber mais).

Foi também com verba parlamentar (R$ 1 milhão) que a Santa Casa adquiriu equipamentos como raio-X digital, raio-X portátil, ultrassom com doppler, mamógrafo, mesa com tampo transparente para o centro cirúrgico, autoclave, máquinas de lavar, centrífuga, secadora e calandra. Alguns já estão em funcionamento e outros serão utilizados após a conclusão das reformas. O centro cirúrgico deve ficar pronto em outubro e a maternidade em novembro.

Santa Casa começa a fazer cirurgias de otorrino e ortopedia

O corpo clínico da Santa Casa vai dar início, no mês de outubro, às cirurgias de otorrinolaringologia e ortopedia. Só na área de ortopedia, o município tem uma fila de espera com 129 pacientes. Para otorrino, são mais de 300. A meta é zerar a demanda.

“Isso tudo faz parte do nosso planejamento. Com todos os investimentos que trouxemos, conseguimos também aumentar o número de médicos contratados e montar novas equipes”, completou Miriam.

O número de funcionários da Santa Casa também aumentou. Em 2012 eram 82 e hoje são 151. O corpo médico é formado por 20 profissionais nas especialidades cirurgião geral, cirurgião vascular, obstetra, ginecologista, anestesista, oftalmologista, otorrinolaringologista, ortopedista, pediatra e endovascular.

Unidade também atenderá convênios médicos

Convênios médicos ajudariam a custear gastos para manutenção da unidade;
Convênios médicos ajudariam a custear gastos para manutenção da unidade;

Também está nos planos da Santa Casa a oferta de serviços para os convênios médicos. Hoje o atendimento é feito para pacientes SUS, mas com o fim das reformas e com recursos federais na casa dos R$ 800 mil já aprovados para a reforma dos quartos, a intenção é atender também municípios vizinhos e os convênios médicos, uma forma de garantir receita para a manutenção do hospital.

“O ideal é que 40% do atendimento seja prestado às instituições privadas e 60% ao SUS”, comenta Miriam. A ala da maternidade também passa por melhorias, onde hoje nascem aproximadamente 30 bebês por mês.

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